Resultados

Em Abril de 2001 foram enviadas 4000 cartas a todos os doentes adultos registados, uma por domicílio. Destas, 2000 continham fitas de teste de urina.

Dois meses mais tarde, o centro tinha sido contactado por 27 doentes com resultados positivos no teste da urina, que foram convocados para efectuar uma determinação sanguínea em jejum (de 14 horas). As amostras colhidas foram enviadas para o laboratório hospitalar local.

Descobriu-se que seis doentes eram diabéticos, com valores de glicemia de 7,9; 7,2; 7,9; 9,0; 9,8 e 10,5 mmol/l, apresentando um doente um valor 0,5 mmol acima do limite superior do normal (6,3 mmol/1). O doente não diabético com o nível de glicose elevado passou a ser chamado de seis em seis meses para repetir avaliação analítica em jejum.

Um programa de autoteste deste tipo pode poupar ao NHS recursos substanciais e diminuir a morbilidade associada à diabetes. O nosso estudo a cinco anos sugere que os autotestes podem identificar doentes hiperglicémicos anteriormente com uma fiabilidade para os valores de açúcar no sangue de até 7,2 mmol/1 e de forma pouco dispendiosa.

As normas do National Service Framework para a diabetes foram publicadas no início do ano 2002. A inclusão do auto-teste pode ser importante. O NSF afirma que: "As pessoas podem sofrer de diabetes de tipo 2 não diagnosticada durante vários anos, podendo apresentar à altura do diagnóstico, complicações graves da doença.